Passaram se exatamente três dias desde aquele marcante acontecimento, e estava me perguntando se foi real, porque agora parecia tão distante da realidade.
Sai com meus pais, andei pelo centro da cidade, o que fez me distrair e até me diverti naquele dia.
Tomamos milkshake e andamos mais um pouco, até a hora de minha mãe quebrar o mini salto e querer voar pra casa.
Chegamos eram 23:12, não comi nada porque fomos ao Mc Donald's, apenas sentei e mudei os canais esperando encontrar algo produtivo.
Num canal estava falando sobre coisas sobrenaturais, mas meu pai logo veio falando pra tirar dali porque aquilo não prestava.
Suspirei mas mudei logo depois, e coloquei nos padrinhos mágicos. Ai como eu adoro o Cosmo!
Dois episódios se passaram e eu estava cansada, subi e fui ao banheiro tomar um banho a jato e escovar meus dentes para dormir.
Cheguei no meu lindo e amado quarto, agora eu tinha mania de olhar o vidro da janela.
Não tinha nada.
Pensei e resolvi escrever algo, por que não?
Está ai? escrevi sem esperanças.
Não esperei muito tempo, apenas alguns minutos.
Não aconteceu nada e então eu desliguei a luz e fui dormir.
Sonhei com um garoto loiro, olhos cor de mel, sentado numa enorme sala, onde haviam pessoas só vestidas de branco, felizes, de bem com a vida.
O menino brincava com uma garotinha bem pequena, não devia ter mais que três anos, e eu estava muito contente ali, vendo eles se divertindo.
Acordei umas dez ou onze horas da manhã com a minha barriga quase gritando comigo, ela queria comer.
Desci de bom humor, hoje meus pais resolveram tirar uma folga da fábrica de sapatos então estariamos todos em casa, num sábado.
-Nooossa, que todo bom humor é esse Carol? viu um anjo?
Talvez eu vira mesmo.
Apenas sorri pra ela.
Meu pai me deu um forte abraço e eu me sentei a mesa, beliscando a mortadela que estava ali no pão do meu pai;
-Ei!
- O que? olhei pra ele como se não soubesse o que estava acontecendo.
ele riu e deu uma mordida no delicioso pão já feito.
Eu devorei o que tinha sobre a mesa e fui para o quintal ver as flores, as rosas que minha vó tanto gostava.
voltei, peguei uma toalha e estendi no chão, queria um pouco de sol no meu rosto.
olhava no céu com dificuldade,mas mesmo assim pude ver que aquele seria um dia lindo.
sexta-feira, 9 de julho de 2010
quinta-feira, 1 de julho de 2010
PG2
acordei, ainda estava escuro. olhei o relógio na cômoda, marcavam 5:47.
fui ao banheiro, molhei meu rosto, e voltei acendendo a luz.
estava frio. peguei um casaco no armário e me virei para ir abrir a janela e ver como estava lá fora.
chegando mais perto, vi que havia algo escrito, talvez fosse os meus rabiscos de ontem. coloquei a mão para destravá-la quando vi que não era meu "oizinho".
eu olhava perplexa para janela sem saber o que pensar, não poderia ser meus pais que escreveram aquilo, porque só eu tenho a chave do meu quarto...e ninguém além de mim entrava lá, ainda mais de noite.
quem escrevera isso?
"deixe-me perguntar, o que fez você escrever aqui?"
será que foi um ladrão? mas como? a porta estava fechada, e a janela também...
nossa, que estranho, que medo!
respirei fundo, eu iria descobrir quem era, se era alguém mesmo.
respondi a pergunta da maneira mais normal possível:
- foi o tédio daquela noite.e, quem é você?
talvez essa pessoa não me responderia na hora, porque não tinha nem como, eu estava vendo.
mas foi ai que me enganei,comecei a ver a fumaça de uma respiração e algo escrevendo na minha janela.
- hum,entendo. eu sou Leí, você é?
eu estava realmente surtando! estava falando com quem meu pai do céu?
ainda trêmula, tirei uma coragem do além e respondi:
- Carolina.
- Bonito nome, há quanto tempo você mora ai?
toda a vez que ele escrevia do além eu coração batia cada vez mais forte, mas eu tinha que continuar com a conversa, era o único jeito de descobrir esse mistério no meu quarto e no meu vidro da janela.
- Desde os sete anos.
- E agora tem quantos?
- quatroze.
- Tenho quinze.
- Da onde você vem? está realmente me assustando!
- Ah, pensei que você não era medrosa como as outras pessoas.
- Estou falando com você, já é alguma coisa! mas não respondeu minha pergunta.
- Venho de um lugar bem bonito, mas não posso dizer muito mais, desculpe.
- Você é um anjo?
- Não, sou só algo do bem.
- E por que você está aqui então, falando comigo?
- Não sei, estava passeando por ai e vi a escrita na janela e resolvi responder.
- Como tu viu se estava tudo trancado? aliás, como é que você não está aparecendo?
- Tantas perguntas, tão pouco tempo! tenho que voltar, até outro dia!
- Mas...
Tentei escrever rápido mas ele já tinha ido, eu podia sentir.
Meu coração está muito acelerado, estou assustada mas também estou muito curiosa.
O que será esse ser? como será sua aparência? será que ele é mesmo benigno?
suspirei preocupada e surpresa, tentando achar as respostas para todas essas perguntas, mas não tinha como tentar respondê-las, o assunto ainda não havia terminado e eu não sabia nem dá metade para tentar entender algo.
Tentei dormir denovo até dar o horário de levantar, mas não consegui, isso não saiu da minha mente por momento algum.
Fui pra escola, mas nesse dia não prestei atenção em absolutamente nada,e até me dei mal,o professor perguntou:
- Qual a função de uma célula vegetal?
eu o olhei com uma cara de nada e ele suspirou.
- se tivesse prestando atenção Carolina, saberia responder a minha pergunta...
apenas me encolhi e esperei que todos parassem de me olhar.
tentei me concentrar mais, e deu um pouco certo, aquele acontecimento saiu da minha vida digamos assim,por alguns minutos naquela aula.
fui ao banheiro, molhei meu rosto, e voltei acendendo a luz.
estava frio. peguei um casaco no armário e me virei para ir abrir a janela e ver como estava lá fora.
chegando mais perto, vi que havia algo escrito, talvez fosse os meus rabiscos de ontem. coloquei a mão para destravá-la quando vi que não era meu "oizinho".
eu olhava perplexa para janela sem saber o que pensar, não poderia ser meus pais que escreveram aquilo, porque só eu tenho a chave do meu quarto...e ninguém além de mim entrava lá, ainda mais de noite.
quem escrevera isso?
"deixe-me perguntar, o que fez você escrever aqui?"
será que foi um ladrão? mas como? a porta estava fechada, e a janela também...
nossa, que estranho, que medo!
respirei fundo, eu iria descobrir quem era, se era alguém mesmo.
respondi a pergunta da maneira mais normal possível:
- foi o tédio daquela noite.e, quem é você?
talvez essa pessoa não me responderia na hora, porque não tinha nem como, eu estava vendo.
mas foi ai que me enganei,comecei a ver a fumaça de uma respiração e algo escrevendo na minha janela.
- hum,entendo. eu sou Leí, você é?
eu estava realmente surtando! estava falando com quem meu pai do céu?
ainda trêmula, tirei uma coragem do além e respondi:
- Carolina.
- Bonito nome, há quanto tempo você mora ai?
toda a vez que ele escrevia do além eu coração batia cada vez mais forte, mas eu tinha que continuar com a conversa, era o único jeito de descobrir esse mistério no meu quarto e no meu vidro da janela.
- Desde os sete anos.
- E agora tem quantos?
- quatroze.
- Tenho quinze.
- Da onde você vem? está realmente me assustando!
- Ah, pensei que você não era medrosa como as outras pessoas.
- Estou falando com você, já é alguma coisa! mas não respondeu minha pergunta.
- Venho de um lugar bem bonito, mas não posso dizer muito mais, desculpe.
- Você é um anjo?
- Não, sou só algo do bem.
- E por que você está aqui então, falando comigo?
- Não sei, estava passeando por ai e vi a escrita na janela e resolvi responder.
- Como tu viu se estava tudo trancado? aliás, como é que você não está aparecendo?
- Tantas perguntas, tão pouco tempo! tenho que voltar, até outro dia!
- Mas...
Tentei escrever rápido mas ele já tinha ido, eu podia sentir.
Meu coração está muito acelerado, estou assustada mas também estou muito curiosa.
O que será esse ser? como será sua aparência? será que ele é mesmo benigno?
suspirei preocupada e surpresa, tentando achar as respostas para todas essas perguntas, mas não tinha como tentar respondê-las, o assunto ainda não havia terminado e eu não sabia nem dá metade para tentar entender algo.
Tentei dormir denovo até dar o horário de levantar, mas não consegui, isso não saiu da minha mente por momento algum.
Fui pra escola, mas nesse dia não prestei atenção em absolutamente nada,e até me dei mal,o professor perguntou:
- Qual a função de uma célula vegetal?
eu o olhei com uma cara de nada e ele suspirou.
- se tivesse prestando atenção Carolina, saberia responder a minha pergunta...
apenas me encolhi e esperei que todos parassem de me olhar.
tentei me concentrar mais, e deu um pouco certo, aquele acontecimento saiu da minha vida digamos assim,por alguns minutos naquela aula.
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