sexta-feira, 9 de julho de 2010

PG3

Passaram se exatamente três dias desde aquele marcante acontecimento, e estava me perguntando se foi real, porque agora parecia tão distante da realidade.
Sai com meus pais, andei pelo centro da cidade, o que fez me distrair e até me diverti naquele dia.
Tomamos milkshake e andamos mais um pouco, até a hora de minha mãe quebrar o mini salto e querer voar pra casa.
Chegamos eram 23:12, não comi nada porque fomos ao Mc Donald's, apenas sentei e mudei os canais esperando encontrar algo produtivo.
Num canal estava falando sobre coisas sobrenaturais, mas meu pai logo veio falando pra tirar dali porque aquilo não prestava.
Suspirei mas mudei logo depois, e coloquei nos padrinhos mágicos. Ai como eu adoro o Cosmo!
Dois episódios se passaram e eu estava cansada, subi e fui ao banheiro tomar um banho a jato e escovar meus dentes para dormir.
Cheguei no meu lindo e amado quarto, agora eu tinha mania de olhar o vidro da janela.
Não tinha nada.
Pensei e resolvi escrever algo, por que não?
Está ai? escrevi sem esperanças.
Não esperei muito tempo, apenas alguns minutos.
Não aconteceu nada e então eu desliguei a luz e fui dormir.
Sonhei com um garoto loiro, olhos cor de mel, sentado numa enorme sala, onde haviam pessoas só vestidas de branco, felizes, de bem com a vida.
O menino brincava com uma garotinha bem pequena, não devia ter mais que três anos, e eu estava muito contente ali, vendo eles se divertindo.
Acordei umas dez ou onze horas da manhã com a minha barriga quase gritando comigo, ela queria comer.
Desci de bom humor, hoje meus pais resolveram tirar uma folga da fábrica de sapatos então estariamos todos em casa, num sábado.
-Nooossa, que todo bom humor é esse Carol? viu um anjo?
Talvez eu vira mesmo.
Apenas sorri pra ela.
Meu pai me deu um forte abraço e eu me sentei a mesa, beliscando a mortadela que estava ali no pão do meu pai;
-Ei!
- O que? olhei pra ele como se não soubesse o que estava acontecendo.
ele riu e deu uma mordida no delicioso pão já feito.
Eu devorei o que tinha sobre a mesa e fui para o quintal ver as flores, as rosas que minha vó tanto gostava.
voltei, peguei uma toalha e estendi no chão, queria um pouco de sol no meu rosto.
olhava no céu com dificuldade,mas mesmo assim pude ver que aquele seria um dia lindo.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

PG2

acordei, ainda estava escuro. olhei o relógio na cômoda, marcavam 5:47.
fui ao banheiro, molhei meu rosto, e voltei acendendo a luz.
estava frio. peguei um casaco no armário e me virei para ir abrir a janela e ver como estava lá fora.
chegando mais perto, vi que havia algo escrito, talvez fosse os meus rabiscos de ontem. coloquei a mão para destravá-la quando vi que não era meu "oizinho".
eu olhava perplexa para janela sem saber o que pensar, não poderia ser meus pais que escreveram aquilo, porque só eu tenho a chave do meu quarto...e ninguém além de mim entrava lá, ainda mais de noite.
quem escrevera isso?
"deixe-me perguntar, o que fez você escrever aqui?"
será que foi um ladrão? mas como? a porta estava fechada, e a janela também...
nossa, que estranho, que medo!
respirei fundo, eu iria descobrir quem era, se era alguém mesmo.
respondi a pergunta da maneira mais normal possível:
- foi o tédio daquela noite.e, quem é você?
talvez essa pessoa não me responderia na hora, porque não tinha nem como, eu estava vendo.
mas foi ai que me enganei,comecei a ver a fumaça de uma respiração e algo escrevendo na minha janela.
- hum,entendo. eu sou Leí, você é?
eu estava realmente surtando! estava falando com quem meu pai do céu?
ainda trêmula, tirei uma coragem do além e respondi:
- Carolina.
- Bonito nome, há quanto tempo você mora ai?
toda a vez que ele escrevia do além eu coração batia cada vez mais forte, mas eu tinha que continuar com a conversa, era o único jeito de descobrir esse mistério no meu quarto e no meu vidro da janela.
- Desde os sete anos.
- E agora tem quantos?
- quatroze.
- Tenho quinze.
- Da onde você vem? está realmente me assustando!
- Ah, pensei que você não era medrosa como as outras pessoas.
- Estou falando com você, já é alguma coisa! mas não respondeu minha pergunta.
- Venho de um lugar bem bonito, mas não posso dizer muito mais, desculpe.
- Você é um anjo?
- Não, sou só algo do bem.
- E por que você está aqui então, falando comigo?
- Não sei, estava passeando por ai e vi a escrita na janela e resolvi responder.
- Como tu viu se estava tudo trancado? aliás, como é que você não está aparecendo?
- Tantas perguntas, tão pouco tempo! tenho que voltar, até outro dia!
- Mas...
Tentei escrever rápido mas ele já tinha ido, eu podia sentir.
Meu coração está muito acelerado, estou assustada mas também estou muito curiosa.
O que será esse ser? como será sua aparência? será que ele é mesmo benigno?
suspirei preocupada e surpresa, tentando achar as respostas para todas essas perguntas, mas não tinha como tentar respondê-las, o assunto ainda não havia terminado e eu não sabia nem dá metade para tentar entender algo.
Tentei dormir denovo até dar o horário de levantar, mas não consegui, isso não saiu da minha mente por momento algum.
Fui pra escola, mas nesse dia não prestei atenção em absolutamente nada,e até me dei mal,o professor perguntou:
- Qual a função de uma célula vegetal?
eu o olhei com uma cara de nada e ele suspirou.
- se tivesse prestando atenção Carolina, saberia responder a minha pergunta...
apenas me encolhi e esperei que todos parassem de me olhar.
tentei me concentrar mais, e deu um pouco certo, aquele acontecimento saiu da minha vida digamos assim,por alguns minutos naquela aula.

sábado, 26 de junho de 2010

1 pg

Não sou do tipo de garota que fala muito, só falo quando necessário.prefiro responder a meus próprios pensamentos, mesmo as vezes não tendo nem idéia do que responder, acho muito melhor do que amigo qualquer, que você não sabe o que passa pela cabeça além daqueles piolhos visíveis(haha).
Tipo, eu cheguei da escola hoje, comi alguma coisa e subi pro meu quarto.
fico lendo livros velhos da minha mãe sempre que nada do que tem lá embaixo me interessa. mas eu estou muito atordoada, hoje essas coisas que eu faço sempre não estão me divertindo.
desci, peguei meu casaco e gritei:
- Mããe, vou andar na praia, daqui a uma hora mais ou menos estou de volta, tá? tá.
nem esperei ela dizer alguma coisa, abri a porta e fui.
O céu estava sem nenhuma estrela, que beleza!
fui num quiosque que estava chegando e comprei uma água de coco.
nem pisei na areia, já estava com vontade de voltar.
cheguei, tomei um banho e abri a porta do quarto dos meus pais.
- Tô aqui - eu disse acenando.
meu pai sorriu e minha mãe me olhava com a cara feia.
- A senhorita sabe que eu odeio quando você faz isso, ainda mais à essa hora da noite, da próxima vez é castigo!
-Mãe,não são nem 20:30 ainda!
- Não me importa, essas coisas não se fazem.
olhei pro meu pai e ele finalmente disse algo:
- Carolina, Carolina, olha lá o que faz hein? está se encontrando com algum rapaz? se eu souber...
- Ah pai, dá licença vai! tenho coisas mais importantes pra fazer. e eu já tenho idade o suficiente pra namorar, não vem com essa que eu sei que vocês dois começaram a namorar cedo, 14 anos e vocês já namoravam por ai. então não me chame atenção sendo que sabe que eu não me importo com isso ainda.
ele adorava fazer piadinhas, e eu odeio quando ele faz isso. minha mãe não disse mais nada, só abaixou a cabeça e continuou lendo sua revista de beleza.meu pai estava segurando o riso. eu fechei a porta e fui para meu quarto.
Sem ter o que fazer, respirei no vidro da janela e ele se esfumaçou. fiz um 'oi' e uma carinha feliz.
peguei minha mochila, pesquisei se tinha algo no meu fichário,mas não tinha nenhuma lição de casa. que bom,quando eu preciso de alguma lição chata pra ocupar meu tempo não tenho.
olhei no relógio 21:01.
Ah, vou dormir, é o melhor que eu faço.
Me troquei, rolei um pouco, mas enfim cai no sono.